Após articulação de Davi, 11 municípios do Amapá recebem plano diretor da Bacia Hidrográfica do Araguari

Após articulação de Davi, 11 municípios do Amapá recebem plano diretor da Bacia Hidrográfica do Araguari

Por Redação 

 

_Aguardado há dez anos pela região, documento foi concluído graças à parceria entre senador e governos federal e estadual_ 

 

 

A apresentação do Plano Diretor da Bacia Hidrográfica (PDBH) do Rio Araguari, em Ferreira Gomes (AP), nesta quarta-feira (25), dá início a uma nova fase de inovação, avanço e desenvolvimento da região, afirmou o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil - AP). Um dos principais responsáveis pela finalização do projeto para o Amapá, o senador lembrou que, apesar de a apresentação ter sido feita em Ferreira Gomes, o plano diretor beneficiará outros dez municípios amapaenses. 

 

A concretização do documento é aguardada há dez anos pelos moradores da região. Em 2024, Alcolumbre iniciou, em parceria com os governos federal e estadual, um trabalho de articulação para que o Amapá cumprisse todos os requisitos necessários de forma a recuperar a autonomia e soberana de seu próprio território. Um ano depois, as solicitações foram concluídas e, o documento, apresentado aos amapaenses. 

 

Também partiu do parlamentar a articulação necessária, junto à Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras), para um acordo de cooperação entre o governo estadual e a empresa brasileira, que consolidou a contratação TPF Engenharia, responsável por elaborar o plano diretor. 

 

De acordo com o presidente do Senado, a atuação da Eletrobras foi indispensável para o desfecho positivo em em prol do Amapá.

 

"Não posso deixar de agradecer a atuação da Eletrobras, que foi uma verdadeira parceira, para celebrarmos o que estamos celebrando hoje", disse o senador. "Um documento como esse é de extrema importância, porque ele planeja e gerencia, de forma integrada, os usos da água da bacia hidrográfica, com foco no desenvolvimento sustentável e na conservação dos recursos hídricos. Ou seja, estamos falando de reconhecer a potência de uma região, entender sua capacidade de evoluir e de o município usá-la com responsabilidade a favor da população”, frisou Alcolumbre. 

 

A bacia hidrográfica do rio Araguari, no Amapá, abrange uma área de aproximadamente 44.670 km², o que equivale a cerca de um terço do território amapaense, e compreende 11 dos 16 municípios do estado. São eles: Amapá, Calçoene, Cutias, Ferreira Gomes, Itaubal, Macapá, Pedra Branca, Porto Grande, Pracuúba, Serra do Navio e Tartarugalzinho. Todos serão diretamente beneficiados pelo plano diretor apresentado nesta quarta. 

 

Totalmente localizada no Amapá, a bacia é formada por importantes rios, como Amapari, Cupixi e Mutum, e desempenha papel fundamental no abastecimento de água, na geração de energia elétrica - com destaque para as usinas hidrelétricas Coaracy Nunes, Ferreira Gomes e Cachoeira Caldeirão -, na agricultura, na pesca, no turismo e na conservação ambiental. 

 

O evento contou com a participação do governador Clécio Luís; da secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça; de representantes da Eletrobras; além de povos tradicionais, ribeirinhos, indígenas e agricultores. Segundo o governador Clécio, o documento apresentado à população de Ferreira Gomes ocorre durante o “Junho Verde” exatamente para mostrar o compromisso do governo estadual com a conscientização ambiental e a promoção da sustentabilidade. O chefe do Executivo estadual também reconheceu o trabalho primordial da Eletrobras para o Amapá conseguir obter o plano diretor da Bacia Hidrográfica do Araguari. “Estamos falando de avanços, parcerias e compromisso com o futuro das nossas águas e comunidades”, acrescentou. 

 

 

_Para que serve um plano diretor_

 

O PDBH traz um diagnóstico completo da bacia, abordando uso e potencial hídrico para abastecimento humano, energia, agricultura, pesca, turismo e conservação; propostas para prevenção de conflitos pelo uso da água; subsídios ao licenciamento ambiental, ao zoneamento ecológico-econômico e diretrizes para segurança jurídica; e investimentos e avaliações de cenários frente às mudanças climáticas.

 

Ele é considerado uma ferramenta que reforça o papel do Estado na articulação entre o setor público, sociedade civil e usuários de recursos hídricos, servindo como base técnica para decisões estratégicas e atração de investimentos.