Prefeito Dalua articula mais carros coletores de lixo para acabar com a lixarada nas ruas deixada pela má gestão de Furlan
Por Redação
Neste fim de maio de 2026, a Prefeitura de Macapá deu início à circulação de dois novos caminhões compactadores com capacidade de 10 toneladas para cobrir todas as zonas da capital amapaense. A medida foi viabilizada pelo prefeito em exercício, Pedro DaLua (União), por meio da quitação integral das dívidas com as empresas terceirizadas de limpeza urbana herdadas da gestão do ex-prefeito Antônio Furlan (PSD). O objetivo é solucionar de forma definitiva a crise sanitária e cumprir as determinações da Justiça e do Ministério Público do Amapá (MP-AP).
A chegada dos novos veículos de grande porte e o restabelecimento do fluxo regular de pagamentos às concessionárias representam o desfecho de um período de forte turbulência administrativa e degradação ambiental no município. No começo do ano, a cidade encontrava-se mergulhada em um cenário de abandono, com a proliferação de pontos crônicos de descarte irregular de resíduos, conhecidos popularmente como "lixeiras viciadas". Pelo menos 18 bairros da periferia e do centro urbano sofriam diariamente com o acúmulo de detritos, o mau cheiro e os riscos iminentes à saúde pública, gerando forte clamor e indignação popular.
O quadro de desleixo institucional havia levado o MP-AP, por intermédio de sua Promotoria de Urbanismo, a ajuizar uma Ação Civil Pública contra a administração municipal após constatar omissão reiterada por parte do Executivo. Antes de recorrer às vias judiciais, o órgão fiscalizador instaurou 18 procedimentos extrajudiciais para tentar sanar o problema amigavelmente. Diante do descumprimento sistemático de um acordo firmado anteriormente pela gestão de Furlan, a intervenção do Poder Judiciário tornou-se inevitável para salvaguardar os direitos básicos da população.
Acolhendo os robustos argumentos apresentados pelo Ministério Público, a 1ª Vara de Fazenda Pública de Macapá emitiu uma liminar contundente, determinando que o município apresentasse soluções de caráter urgente para debelar os focos acumulados de resíduos e restabelecesse a regularidade integral do serviço essencial de coleta. Contudo, o nó górdio da questão residia na saúde financeira do pacto de limpeza urbana. As investigações e auditorias internas demonstraram que a raiz da descontinuidade dos itinerários e da paralisação parcial das equipes de garis e motoristas estava diretamente vinculada à ausência crônica de repasses e a atrasos acumulados nos pagamentos devidos às prestadoras privadas.
O cenário político sofreu uma guinada drástica quando o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento imediato do prefeito Antônio Furlan do cargo, em decorrência de graves denúncias de corrupção, malversação de recursos públicos, peculato e fraudes licitatórias. Com a vacância, o presidente da Câmara Municipal, vereador Pedro DaLua, assumiu interinamente o comando do Palácio Laurindo Banha. Ao assumir o posto, DaLua herdou não apenas uma máquina administrativa desorganizada, mas também a delicada e urgente crise do lixo, que ameaçava paralisar as atividades cotidianas da capital.
Ao longo de quase três meses de intenso exercício no cargo, Pedro DaLua concentrou os esforços da equipe econômica para renegociar e liquidar as pendências financeiras deixadas por seu antecessor junto às empresas prestadoras de serviço. Com a regularização dos fluxos de caixa e a garantia de que os trabalhadores teriam suas condições operacionais e salariais mantidas, as empresas puderam restabelecer a capacidade total de atuação nas ruas. O anúncio da quitação dos débitos funcionou como o gatilho necessário para destravar os investimentos em logística e infraestrutura urbana.
Além de reabilitar e consertar uma parcela significativa da frota antiga que se encontrava sucateada em pátios oficiais, o prefeito em exercício viabilizou a integração imediata dos dois novos caminhões compactadores ao sistema municipal de limpeza. Com o reforço logístico, os itinerários tradicionais de coleta domiciliar começaram a ser integralmente restabelecidos e os focos de descarte irregular passaram por um processo de mutirão de remoção. A presença contínua das equipes de garis e motoristas em todas as regiões administrativas devolve a normalidade e o bem-estar aos moradores de Macapá, sinalizando uma transição em direção à estabilidade política e à eficiência dos serviços públicos essenciais.



