Uso de mulheres comissionadas da PMM pelo Prefeito Furlan para encobrir agressão aos jornalistas é repudiada pelo Vereador Dalua
Por Redação
Que o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), está judicialmente encrencado após agredir o jornalista Iran Fróes, durante visita às obras do Hospital Municipal da Zona Norte, no bairro Jardim Felicidade, em Macapá, ninguém duvida. O ato criminoso cometido pelo gestor foi amplamente registrado em vídeo, veiculado em todas as plataformas na Internet, esmiuçado por peritos e avalizado por eles como fato inquestionável.
A surpresa — ou, nem tanto — é o tamanho da desfaçatez de Furlan em afirmar que foi agredido pelos profissionais de imprensa (ninguém testemunhou esse suposto acontecimento), depois, como esta versão foi unanimemente rejeitada, passou a apresentar a tese de que fora agredido porque defendeu duas mulheres de presumidas tentativas de agressões cometidas contra elas por Castro e Fróes. Esta variante fantasiosa do episódio também caiu por terra.
É com base nessa avaliação dos acontecimentos ocorridos na manhã de domingo, 17 de agosto, que o presidente da Câmara de Macapá, vereador Pedro DaLua (União), tem procurado mostrar à população a personalidade mitomaníaca do prefeito macapaense. Em recente entrevista, DaLua afirma que Antônio Furlan perdeu completamente a noção do mundo real.
"Que absurdo! O prefeito está usando duas mulheres, duas servidoras comissionadas, como escudos na agressão que ele praticou contra o jornalista Iran Fróes", esbravejou o parlamentar. Para DaLua, a manobra sub-reptícia posta em prática por Furlan tem por objetivo confundir a população e, enquanto ele dispara inverdades, tenta posar de "herói" dizendo que defendeu as mulheres de agressões que não existiram.
Outra questão levantada por Pedro DaLua durante a entrevista à Imprensa, refere-se à versão de que Antônio Furlan foi vítima de uma "armadilha política". O presidente da Câmara de Macapá considera a mais absurda de todas. E explica: primeiro, prossegue ele, se Furlan concordar com esse enunciado, estará passando atestado de burrice política. Em outras palavras, se assume como um néscio, um estúpido, um imbecil. E sendo isso verdade, então a Prefeitura de Macapá está nas mãos de um palermão.
Isso ele não é, diz o vereador. Pelo contrário, Furlan vem dando provas de ser um político sorrateiro, e muito ardiloso.
Por outro lado, analisa DaLua, como Antônio Furlan explica o ato de agressão física, uma atitude visível de alguém que, mesmo tomado por sentimento de fúria repentina, parece consciente do mal premeditado naquele instante? Para o vereador, no vídeo dá para notar que Furlan estava bem lúcido quando aplicou o golpe conhecido por mata-leão em Iran Fróes. O intuito de provocar a lesão, destaca ele, fica bem claro na atitude agressiva do prefeito de Macapá.



