Vereadora Luana, que sempre se vitimiza por ser mulher, se cala perante o ataque de Furlan e Caetano Bentes contra a artista amapaense
Por Redação
A produtora cultural Carla Nobre denuncia o silêncio da vereadora Luana Serrão diante de um embate que colocou artistas amapaenses em lados opostos da Prefeitura de Macapá. A polêmica teve início com a cobrança de pagamentos atrasados referentes ao Macapá Verão 2025, evento promovido pela gestão do prefeito Antônio Furlan.
Carla Nobre protagonizou um protesto no Palácio Laurindo Banha, sede da Prefeitura, exigindo que os artistas contratados para o evento fossem pagos. Segundo a produtora, o débito estava pendente há quase dois meses. A atitude da artista, considerada uma defesa legítima da classe cultural feminina, não recebeu apoio público de Luana Serrão, que tem em seu mandato a defesa das mulheres como uma de suas bandeiras.
O silêncio de Serrão, cujo mandato é dedicado a causas como o combate ao feminicídio e a valorização da mulher amapaense, tem sido interpretado por críticos como um sinal de atrelamento político ao prefeito Antônio Furlan, ao qual ela é ligada. A falta de posicionamento da vereadora em um momento de vulnerabilidade de uma artista mulher, atacada por um representante da administração municipal, levanta questionamentos sobre a coerência de seu discurso e a verdadeira prioridade de suas ações.
Em 2023, o então vereador Caetano Bentes, que recentemente reassumiu a presidência da Fundação Municipal de Cultura de Macapá (Fumcult), havia se posicionado em favor da Prefeitura de Macapá, criando uma cisão no meio artístico local. O silêncio de Serrão nesta nova controvérsia parece ecoar essa dinâmica, reforçando a percepção de que, em casos delicados envolvendo o executivo municipal, o alinhamento político prevalece sobre a defesa das causas que ela diz representar.



