Veto ao projeto que beneficiaria crianças com Transtorno do Espectro Autista(TEA) é uma das maiores covardias do Prefeito Furlan
Por Redação
Mesmo sendo pai de um filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o coração do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), não se comoveu na hora de decidir se vetaria ou não o Projeto de Lei n.º 003/2025-CMM, de autoria do vereador Patrick Monte (do mesmo partido dele).
O projeto propõe a criação de salas e jardins sensoriais em espaços públicos e órgãos da administração municipal.
Previamente aprovada pelos vereadores por unanimidade, a iniciativa foi vista como inovadora e inclusiva. Contudo, Furlan optou pelo veto alegando que havia encontrado "várias imprecisões em determinados trechos" do projeto de lei.
O parecer de Furlan enfureceu, sobremodo, o vereador Joselyo “É Mais Saúde” (PP). Da tribuna da Câmara de Macapá (CMM), ele abriu a caixa de ferramentas, denunciando o descaso do prefeito macapaense em relação às pessoas com TEA.
Por conta dessa e de outras manifestações de indignação, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM (CCJR), por meio do parecer n.º 120/25, recomendou a rejeição parcial do veto, manifestando seu apoio à proposta de Patrick Monte.
Como um George Foreman encurralado no canto do ringue pelos cruzados de um enfurecido Muhammad Ali, Antônio Furlan sentiu os golpes verbais aplicados pelo vereador “É Mais Saúde”, mas manteve a postura soberba que já se tornou sua principal (e lamentável) marca.
O que mais incomodou os vereadores e ativistas foi notar que Antônio Furlan se apresentava abertamente como defensor da causa autista, enquanto, nos bastidores, ele manobrava sub-repticiamente para barrar iniciativas que poderiam favorecer a inclusão e a qualidade de vida desse grupo.



