Candidatura que mais vem crescendo: família JK entra em peso na campanha 151 de Acácio Favacho ao Senado
Por Redação
O deputado federal e candidato ao Senado pelo MDB, Acácio Favacho, liderou uma caminhada com centenas de apoiadores pelas principais ruas de Macapá, de olho no pleito de 4 de outubro e na consolidação de seu projeto rumo a Brasília. Em meio a bandeiras tremulando sob o calor equatorial e o ritmo compassado de jingles entoados dos carros de som, o evento escancarou a coreografia clássica da política tradicional: a busca meticulosa pelo capital eleitoral de famílias influentes para projetar força, garantir palanque e assegurar capilaridade na reta final da disputa.

Acácio subiu em um palanque especialmente erguido para a ocasião acompanhado pelo deputado estadual e candidato à reeleição Jack Houat Harb, o Jack JK, figura encarregada de corporificar publicamente a chancela de seu grupo político e familiar. Ao lado de Jack, pairava a lembrança dos laços com outros expoentes da família JK, como o conselheiro do Tribunal de Contas do Amapá, Michel JK. A cena compõe um quadro expressivo do momento eleitoral amapaense, em que linhagens consolidadas funcionam como portos seguros onde trajetórias públicas se cruzam e se legitimam.

Com o microfone em punho, o postulante emedebista não economizou reverências àqueles que o acolheram. Em tom caloroso, fez questão de sublinhar a relevância histórica do sobrenome ao lado, ressaltando o peso econômico e social construído pelo Grupo JK no comércio, na indústria e, sobretudo, nos bastidores da política amapaense. Entre aplausos ritmados e olhares atentos da militância, o agradecimento soou como a reafirmação de uma amizade de longos anos, reforçando que nenhuma vitória se constrói no vácuo de acordos passageiros.

O discurso de Favacho, em tom de apelo quase confessional, amarrou os nós da coligação em torno de uma chapa que almeja feitos superlativos. "Obrigado, Família JK, pela acolhida. Avisem a todos que nós estamos juntos no dia quatro de outubro", clamou o candidato diante da multidão aglomerada. Em seguida, orientou os presentes a transformar a empolgação das ruas em votos consolidados nas urnas eletrônicas: "Então, vai lá mais uma vez e digita 12222 para termos o deputado mais votado da história". A menção mirava o reforço mútuo à candidatura de JK à reeleição para o parlamento estadual, selando um compromisso de mão dupla perante o eleitorado.
Na mesma cadência oratória, Favacho estendeu o palanque a outros aliados de sua constelação partidária, conclamando os eleitores a devolverem o colega Josenildo à Câmara dos Deputados, elogiando sua dedicação ao Estado. O ritual culminou na clássica fusão entre fé, emoção e pragmatismo das campanhas. Ao pedir votos para a sua própria vaga no Senado — sob o número 151 —, Acácio convocou os apoiadores a marchar "com fé, força e com Deus no coração", encerrando um ato que sintetiza o espírito do momento democrático vivido no Amapá e em todo o Brasil.

