Com tantos problemas para resolver em Macapá: Furlan e Raissa estão preocupados em fazer oficina do morango do amor
Por Redação
Com uma estimativa de 806.517 habitantes em 2025, segundo levantamento divulgado na quinta-feira, 28 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Amapá passa por transformações sociais e econômicas significativas nos últimos dois anos e meio, mais especificamente sob a gestão do governador Clécio Luís. Principalmente, no quesito geração de emprego e renda.

Números anunciados recentemente pelo Novo Caged confirmam que o desemprego no Amapá caiu para 6,9% no segundo trimestre de 2025.
Lamentavelmente, nem todo o Estado pôde ser relacionado nessa estatística. Macapá, administrada pelo prefeito Antônio Furlan (MDB), vive um crescente êxodo de jovens entre 19 e 25 anos, a maioria com curso superior completo, que estão deixando a capital para trás em busca de oportunidades de trabalho nas regiões sudeste e sul do País.
Dos mais de 489 mil habitantes de Macapá, o IBGE estima em 67% a população jovem. Desses, somente um terço consegue concluir a graduação e pleitear, em boas condições, uma vaga no mercado de trabalho. Aos outros faltam melhores qualificações.
Mas a primeira-dama de Macapá, médica Rayssa Furlan, parece indiferente às carências dessa multidão de jovens economicamente produtivos, contudo, sem uma profissão digna para atuar em um mercado cada vez mais exigente.
Em vez de oferecer cursos profissionalizantes gratuitos para a juventude macapaense, deixa a Prefeitura anunciar, com estardalhaço nas redes sociais oficinas para quem queira aprender a fazer morangos do amor, uma iguaria que ganhou muito destaque no sul do país.
Qualquer pessoa, minimamente inteligente, é capaz de fazer um morango do amor. Basta ter açúcar em abundância com corante vermelho, brigadeiro branco e morangos.
Entretanto, para formar um técnico em Informática, um encanador hidráulico, um eletricista predial ou de automóveis, um bom lanterneiro, é necessário que o aspirante a estas profissões tenha concluído, de preferência, o ensino médio.
O influencer amapaense Allan Henrique reagiu com virulência à ideia da primeira-dama de Macapá. "Tem que colocar cursos sérios para preparar nossos jovens para o mercado de trabalho. Quem é que vai se inscrever num curso desse? Pelo amor de Deus!"



