Indicado por Vinícius Gurgel na PMM e homem forte de Furlan na assistência social é exonerado acusado de cometer violência doméstica.

Indicado por Vinícius Gurgel na PMM e homem forte de Furlan na assistência social é exonerado acusado de cometer violência doméstica.
Prefeito Furlan ao lado de Pedro Filé, ex-secretário de Assistência Social de Macapá

Por Redação 

 

Nos nos dias 23 e 25 de setembro, a dona de casa Tayani Lobato Brito, 28, registrou na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher os boletins de ocorrência policial números 66421/2025 e 66956/2025, acusando seu ex-companheiro, Pedro File Lourenço da Costa Neto, 41, da prática de violência psicológica, moral, patrimonial e digital após o término do relacionamento. Nos registros, ela descreve o perfil violento de Pedro, que não aceitava o fim da relação e usava diferentes formas de intimidação e coerção para tentar controlar a ex-mulher. 

 

Os abusos 

As denúncias de Tayane contra Pedro File revelam várias formas de dominação. Primeiro, ele praticou violência psicológica e moral, com monitoramento constante, trancamento em cômodos (cárcere privado), ofensas verbais e ameaças de divulgação de imagens íntimas, configurando dano emocional. Em segundo lugar, houve violência patrimonial, quando ele se apoderou do celular de Tayani, um ato que causa dano econômico e social, privando-a de comunicação e acesso a documentos.Por último, a violência digital incluiu invasão de dispositivos e bloqueio de contas, prolongando o controle e expondo a intimidade da vítima a riscos.

 

Riscos e alerta

Autoridades apontam que a persistência desses atos, com a violência se manifestando em várias formas, indica um perfil de risco elevado. A recusa em aceitar o término e a tentativa de manter o controle por diferentes formas de intimidação levam a um ciclo de abusos que pode se intensificar a qualquer momento. Para os policiais, Pedro File é um potencial feminicida.

Os principais riscos à vítima incluíram a revitimização contínua, a exposição pública de sua intimidade, além de danos econômicos e sociais decorrentes da violência patrimonial e digital.

 

Busca por socorro

"As vítimas de violência doméstica podem e devem buscar ajuda imediata. É fundamental que a mulher procure a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) ou qualquer Delegacia de Polícia para formalizar a denúncia. Para casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. Além disso, a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, está disponível 24 horas para orientação e denúncia", esclarece o advogado Hilton Leôncio Pontes, especialista em Direito de Família.