Prefeito que mais valorizou o servidor público municipal: DaLua anuncia novo PCCR para servidores da Prefeitura de Macapá
Por Redação
O prefeito interino de Macapá, Pedro DaLua (União Brasil), anunciou nesta terça-feira (22 de setembro), em reunião com servidores, o retorno atualizado do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) para o funcionalismo da capital amapaense, destravando pautas represadas desde 2021 por meio de acordos diretos com categorias estratégicas para resgatar a valorização salarial e a estabilidade das categorias.
O encontro, realizado na sede da administração municipal, reuniu representantes da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) e da Secretaria Municipal de Finanças (SEMFI). Para DaLua, a formalização do novo texto encerra um ciclo de desgaste que se arrastava há pelo menos quatro anos. "Hoje, para nós, é o dia mais importante da gestão municipal no que diz respeito à verdadeira valorização e respeito ao servidor público municipal de Macapá", afirmou o chefe do Executivo durante o ato.
A medida atinge diretamente profissionais que atuam na fiscalização viária, no planejamento urbano e na arrecadação tributária da cidade. Em um formato de diálogo direto, o prefeito interino buscou dimensionar o impacto da medida questionando os líderes presentes sobre a morosidade enfrentada nos últimos anos. A cobrança expôs o descontentamento acumulado entre os servidores de carreira diante de promessas anteriores não cumpridas.
Ao ser interpelado sobre o tempo de espera da categoria, o representante dos funcionários da CTMac apontou a paralisia do processo nos últimos anos e comparou os ritmos administrativos. "Na verdade, o nosso PCCR passou três anos engatado na gestão Furlan. Em menos de dois meses, o senhor assumiu, o senhor foi lá e resolveu o nosso PCCR", disse o porta-voz do órgão de trânsito, sob aplausos dos presentes.
O sentimento de alívio também ecoou entre os auditores fiscais e agentes da receita municipal, responsáveis por sustentar a base de arrecadação do município. Diante da mesma pergunta sobre a expectativa reprimida do setor, o dirigente sindical da SEMFI resumiu o histórico de reuniões sem desfecho prático: "Quatro anos, prefeito. E a gente conversando, conversando, conversando e nada era feito. O prefeito chegou, se dispôs, foi honesto e hoje em dia o prefeito conseguiu, em menos de seis meses, aprovar um PCCR moderno, atualizado e que dá justiça tributária a todo o município de Macapá".
A revisão do plano de cargos vinha sendo tratada pelos sindicatos como uma demanda de sobrevivência financeira diante da inflação acumulada e da defasagem das tabelas salariais. Servidores que acompanharam a cerimônia relataram que a falta de um plano atualizado desestimulava a progressão de carreira e gerava assimetrias funcionais entre profissionais que exerciam as mesmas atribuições. A expectativa da PMM é que a reestruturação reduza conflitos trabalhistas internos e dê maior previsibilidade à folha de pagamento do município.
Politicamente, o anúncio também serve de demarcação de território da atual gestão frente à herança deixada pelo antecessor. Ao colocar em evidência os três a quatro anos de paralisia documental, o governo interino tenta consolidar um perfil de eficiência e diálogo célere com as bases sindicais, tradicionalmente críticas à lentidão dos trâmites palacianos. A pressa em aprovar o pacote em menos de um semestre no cargo faz parte da estratégia de capitalizar a entrega das pautas corporativas antes de novos desdobramentos no cenário eleitoral amapaense.
Nos corredores da prefeitura, a promessa de destravar outros planos setoriais segue no radar, mas a priorização da CTMac e da SEMFI teve peso tático: os primeiros garantem a ordem urbana e a circulação, enquanto os segundos operam o caixa do tesouro municipal, peça indispensável para sustentar o próprio impacto financeiro gerado pela atualização salarial.
Ao concluir a reunião, DaLua adotou um tom pessoal para selar a relação com os representantes de classe, buscando atrelar sua imagem política ao resultado do acordo. "Mas eu digo a vocês, sinceramente, eu quero dizer para vocês que eu ganho muito mais com isso. Eu vou poder pendurar no quadro lá e dizer que realmente eu cheguei e cumpri aquilo que eu falei: eu sou o prefeito do servidor público do município", arrematou o prefeito.
Com a formalização do texto, as categorias agora aguardam a implementação orçamentária dos novos vencimentos e das regras de progressão nas próximas folhas de pagamento.

