Passou vergonha no débito e crédito: deputada Liliane desmascara mentira de R. Nelson Vieira no plenário da ALAP.
Por Redação
Em um embate que expôs o clima de polarização na Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), o deputado estadual R. Nelson Vieira (PL) protagonizou um momento de recuo. O parlamentar, conhecido por sua oposição ferrenha ao governador Clécio Luís (União Brasil), utilizou a tribuna para tentar desqualificar as entregas do Executivo no interior do estado, mas acabou tendo que pedir desculpas públicas após ser confrontado com fatos pela deputada Liliane de Abreu (PV). O episódio revela não apenas a tensão política local, mas também o desafio da oposição em construir narrativas consistentes diante de uma base governista atenta.
A tentativa de desgaste começou quando Vieira, aliado do prefeito afastado de Macapá, Antônio Furlan, minimizou a construção de uma praça em Tartarugalzinho. Em seu discurso, o deputado de direita sugeriu que a gestão de Clécio Luís estaria agindo com "pouca relevância", limitando-se a reaproveitar um espaço antigo e apenas "pintar brinquedos" em um local que, segundo sua ótica, não passava de um terreno baldio. A fala buscava pintar o atual governador como um gestor de ações superficiais, focadas apenas na estética e não em infraestrutura real.
A reação foi imediata e veio de quem conhece o território de perto. A deputada Liliane Abreu, que tem base eleitoral em Tartarugalzinho, contestou as declarações no ato. De forma direta, ela corrigiu o colega, esclarecendo que a narrativa de "reforma de brinquedos" não condizia com a realidade local, uma vez que não havia uma obra do Estado naquele formato específico mencionado pelo deputado, desidratando o argumento de que o governo estaria tentando "maquiar" espaços antigos.
O confronto deixou o parlamentar do PL em uma situação desconfortável. Diante da correção precisa e do conhecimento técnico da deputada sobre o município, R. Nelson Vieira interrompeu sua linha de raciocínio crítico para reconhecer o erro. Em um gesto raro de retração no plenário, ele admitiu o equívoco e pediu desculpas formais a Liliane de Abreu, selando o fim de uma estratégia de ataque que se mostrou baseada em informações incorretas.
Para além do pedido de desculpas, o episódio repercutiu nos bastidores como um reflexo das alianças políticas no Amapá. Como aliado de Antônio Furlan — gestor que enfrenta investigações por suspeitas de crimes do colarinho branco e malversação de recursos públicos durante sua passagem pela Prefeitura de Macapá —, Vieira tem buscado personificar a resistência ao grupo de Clécio Luís. Contudo, ao fundamentar sua crítica em dados imprecisos sobre obras estaduais no interior, o tiro acabou saindo pela culatra.
A cena na ALAP reforça a importância do rigor informativo no debate público. Em um ambiente onde as redes sociais amplificam ataques e críticas em tempo real, o erro de Vieira serviu de munição para os governistas, que agora utilizam o recuo do deputado como prova de que a oposição carece de argumentos sólidos. Para a população de Tartarugalzinho e do estado, o episódio destaca que a vigilância sobre as entregas governamentais é necessária, mas que a verdade dos fatos ainda é a ferramenta mais poderosa na tribuna do Legislativo.



